CORPOS, CORPOS DÓCEIS E HOMOSSEXUALIDADE: UMA ANÁLISE DO FILME SENHORITAS EM UNIFORME

LIDIANE NUNES DE CASTRO, DOSTOIEWSKI MARIATT DE OLIVEIRA CHAMPANGNATTE

DOI: 10.16887/fiep bulletin.v86i1.5607

Resumo



Senhoritas em Uniforme (1931) é um filme alemão pioneiro do cinema lésbico que retrata um colégio interno para filhas de militares, colégio no qual é aplicada a ordem e autoridade de maneira contundente e que é alicerçado na disciplina rígida, atuando na criação do que Foucault chamou de corpos dóceis, ou seja, sujeitos úteis e obedientes. Dentro de tal ambiente a liberdade é restringida, então desempenham atividades de lazer que eram identificadas como apropriadas ao sexo feminino na época, como canto, dança e teatro e atrevem-se um pouco na descoberta da imagem corporal e o desenvolvimento do corpo, mas uma das alunas comete o maior atrevimento de todos, desafiando as regras e ousando envolver-se romanticamente com uma de suas professoras e assim, o objetivo da pesquisa realizada é desvendar o discurso da obra sobre a homossexualidade. Para tal, parte da análise semiótica embasada no pensamento de Charles  Sanders Peirce em relação ao objeto, signo e interpretante e utiliza o modelo de análise fílmica Estrutural/Significativa proposto por Antônio do Nascimento Moreno em “A Personagem Homossexual no Cinema Brasileiro” (1995). O embasamento teórico é retirado do livro “Now You See It. Studies on Lesbian and Gay Film” (1990) de Richard Dyer, o que permite fundamentar teoricamente a análise da obra. Feita a qualificação do teor do discurso em função das personagens homossexuais, é possível então chegar à conclusão de que a obra contribui para uma imagem positiva dos homossexuais ao retratar esta sexualidade como natural.

Palavras-chave


Cinema; Lésbico; Senhoritas em Uniforme.



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